20 abril, 2012

O Guardião de Memórias




Título: O Guardião de Memórias
Páginas: 368
Autor: Kim Edwards
Editora: Sextante


Sinopse:

''Com mais de três milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos, O Guardião de Memórias é uma fascinante história sobre vidas paralelas, famílias separadas pelo destino, segredos do passado e o infinito poder do amor verdadeiro. Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down.

Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina.

A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar. A força deste livro não está apenas em sua construção bem amarrada ou no realismo de seus personagens, mas, principalmente, na sua capacidade de envolver o leitor da primeira à última página. Com uma trama tensa e cheia de surpresas, O Guardião de Memórias vai emocionar e mostrar o profundo - e às vezes irreversível - poder de nossas escolhas. ''

Resenha:

'' Eu confesso que não queria ler O Guardião de Memórias, minha pilha estava enorme e ele me interessava por ser famoso mas não o suficiente para priorizá-lo. Enfim, comecei a ler e no início achei massante mas resolvi dar uma chance para a história e não me arrependi. Não posso dizer que seja um dos meus favoritos mas o livro tem personagens que valem muito a pena e uma história profunda com uma dose de realismo que dói na consciência do leitor.
  No início nasce o filho de David Henry, e junto com ele, uma filha com sindrome de Down, que ele pede para a enfermeira, Caroline, levar embora e dar a uma instituição para crianças como ela, que na época, 1964, não recebiam o mesmo respeito e compreensão que recebem hoje em dia. A essas alturas eu já achava o doutor um babaca, mas é claro que a história se torna bem complicada para ele a partir deste erro irreparável. Sua esposa Norah, é afetada para sempre pela ausência de sua filha, que julga ter morrido no parto, o casamento deles se torna algo distante e frio, baseado em mentiras e segredos terríveis. O filho deles, Paul,  cresce sobre essa sombra misteriosa que passa a cercar a família e que nunguém, além de David, sabe porque se instalou entre eles.
  Uma história sensível sobre escolhas erradas, consequências inevitáveis e coisas que dão certo e outras que nem sempre acabam em sonhos... Caroline é uma personagem que valhe muito a pena, ela cria Phoebe, a filha de David, e vai vencendo a vida, passo após passo, com todas as dificuldades de sustentar sua filha e tentar inseri-la num mundo que não a aceita. All, passa a ser parte da vida dela, e os trechos com eles fazem a história mais doce e otimista.
  A vida de David é toda infeliz, Norah se torna uma pessoa horrível e Paul reflete essa amargura que há em sua família. Não gosto dos trechos que falam deles, apesar de David ser um personagem profundo e melancólico, muito interessante mesmo. O final não é dramático, ou o que sonharíamos para nossos desfechos pessoais, mas é realista e de certa forma otimista, dentro da realidade, e não apenas da literatura. Eu gostei. ''

Um comentário:

Eduarda Menezes disse...

Oi Dani!
Também já aconteceu comigo algumas vezes de adiar bastante uma leitura, mas depois de lido me perguntar porque não o havia lido antes.
Parece ser um livro triste, mas é muito bom nos defrontarmos com personagens bem construídos a ponto de parecerem reais.
Beijão!